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Como ajudamos uma lawtech a estruturar a arquitetura do seu produto de IA generativa jurídica

  • 2 de mar.
  • 5 min de leitura

Orquestração inteligente de agentes especializados Avaliação estruturada para equilibrar precisão, latência e custo Arquitetura escalável preparada para altas demandas

Imagem gerada por IA
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Resumo gerado por IA:

Durante o desenvolvimento da versão 1 de sua nova plataforma de IA para o setor jurídico, uma lawtech brasileira com mais de 15 anos de mercado enfrentava um desafio clássico e crítico em projetos de Inteligência Artificial generativa: como equilibrar precisão técnica, tempo de resposta e sustentabilidade financeira em uma arquitetura cada vez mais complexa. À medida que novas funcionalidades eram incorporadas, surgiam múltiplos modelos, APIs e serviços distintos. O resultado era uma estrutura fragmentada, difícil de gerenciar e com variações significativas de latência e custos. Em parceria com a BlueMetrics, a empresa redesenhou completamente sua arquitetura de IA, estruturando uma camada de orquestração inteligente de agentes, um processo sistemático de avaliação de modelos e uma base tecnológica escalável em nuvem. O resultado foi uma plataforma capaz de responder 95% das consultas em menos de 5 segundos, com acurácia superior a 90% e processamento simultâneo de mais de 1.000 requisições sem degradação perceptível de desempenho — estabelecendo uma base sólida para crescimento sustentável.



Visão geral

Reconhecida por sua atuação em segurança e criptografia jurídica, a lawtech em questão identificou um movimento inevitável no mercado: a Inteligência Artificial deixaria de ser diferencial e passaria a ser um requisito competitivo.


A nova plataforma foi concebida para apoiar advogados em tarefas como:


  • Pesquisa de legislação

  • Análise de doutrina

  • Elaboração de peças processuais

  • Geração de respostas contextualizadas com base no histórico de interações


O conceito era promissor. A execução, porém, revelou desafios estruturais relevantes. Com múltiplos modelos sendo testados e diferentes fluxos de consulta coexistindo, a arquitetura tornou-se progressivamente mais complexa. Cada nova funcionalidade exigia integrações adicionais, ajustes de latência e reavaliação de custos.


Três variáveis passaram a concentrar a tensão do projeto:


  • Precisão jurídica das respostas

  • Baixa latência para experiência fluida

  • Sustentabilidade dos custos operacionais


Sem uma reformulação arquitetural, o risco era comprometer tanto a experiência do usuário quanto a escalabilidade do produto.


 Problema:  complexidade crescente e falta de padronização


À medida que o produto evoluía, a ausência de critérios estruturados para avaliação de modelos e orquestração de agentes começou a gerar impactos concretos:


  • Variações significativas na latência dependendo do modelo acionado

  • Crescimento acelerado dos custos com aumento de volume

  • Dificuldade de comparar desempenho entre modelos de forma objetiva

  • Orquestração fragmentada entre múltiplos agentes e APIs


Além dos desafios técnicos, havia pressão de negócio: lançar uma solução madura, confiável e competitiva em um mercado jurídico cada vez mais orientado por tecnologia.

Ficou claro que o problema não era apenas de performance, mas de arquitetura.


Contexto do mercado:


  • Expansão acelerada de redes físicas no varejo brasileiro

  • Crescente complexidade jurídica em contratos de locação comercial

  • Necessidade de decisões rápidas sem abrir mão da segurança jurídica

  • Pressão por padronização, rastreabilidade e redução de riscos operacionais


Demanda por soluções que combinem dados, automação e tomada de decisão ágil



Solução:  uma arquitetura de IA generativa baseada em orquestração inteligente


Imagem gerada por IA
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A BlueMetrics conduziu uma reestruturação completa da arquitetura, com três pilares centrais: avaliação estruturada de modelos, orquestração inteligente de agentes e escalabilidade nativa em nuvem.


1. Avaliação estruturada e contínua de modelos

Foram definidos critérios objetivos para seleção e comparação de modelos de linguagem, considerando:


  • Latência

  • Acurácia jurídica

  • Relevância contextual

  • Custo por requisição

A partir de testes padronizados e validação por especialistas jurídicos, passou-se a adotar um processo contínuo de avaliação. Isso eliminou decisões baseadas apenas em percepção subjetiva e trouxe previsibilidade técnica e financeira ao produto.


2. Orquestração com master agent e subagentes especializados

Um dos principais avanços foi a implementação de uma camada de orquestração com um master agent, responsável por interpretar cada consulta e direcioná-la ao fluxo mais adequado.

Esse agente central passou a coordenar subagentes especializados, como:

  • Agentes de recuperação de informação (RAG)

  • Agentes de integração com APIs externas

  • Agentes customizados para tarefas jurídicas específicas

A comunicação entre esses agentes foi padronizada, garantindo interoperabilidade, organização e facilidade de evolução futura.

O resultado foi uma arquitetura modular, mais previsível e significativamente mais simples de manter.


3. Busca vetorial e contextualização jurídica

Para garantir coerência e profundidade nas respostas, foram implementadas técnicas avançadas de busca vetorial, permitindo:

  • Recuperação precisa de documentos jurídicos

  • Respostas fundamentadas em contexto relevante

  • Continuidade nas interações com base no histórico do usuário

Essa camada foi essencial para elevar a qualidade técnica das respostas, aproximando o comportamento do sistema ao raciocínio esperado no ambiente jurídico.


4. Escalabilidade e governança em nuvem

A arquitetura foi estruturada para escalar horizontalmente, suportando picos de demanda sem degradação de desempenho.

Além da camada de processamento serverless e armazenamento seguro, foram implementados mecanismos robustos de:

  • Monitoramento

  • Logging estruturado

  • Rastreabilidade de modelos e interações

  • Governança de dados

Isso garantiu não apenas performance, mas também confiabilidade e facilidade de auditoria, um fator crítico no setor jurídico.


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Resultados:


A nova arquitetura trouxe ganhos expressivos em quatro dimensões principais.


Performance

  • 95% das consultas respondidas em menos de 5 segundos

  • Mais de 1.000 requisições simultâneas processadas sem degradação perceptível

  • Tempo de inicialização inferior a 2 segundos


Precisão e relevância

  • Acurácia superior a 90%

  • Avaliação média acima de 4/5 por especialistas jurídicos

  • Respostas coerentes, contextualizadas e alinhadas ao histórico do usuário


Eficiência operacional

A padronização da orquestração reduziu significativamente a complexidade da gestão arquitetural. O time passou a ter maior controle sobre evolução do produto, testes de novos modelos e previsibilidade de custos.


Escalabilidade e sustentabilidade

A infraestrutura passou a escalar automaticamente conforme a demanda, mantendo o equilíbrio entre desempenho e custo operacional — elemento essencial para crescimento da base de usuários.



 Conclusão:


Este projeto demonstra que, em soluções de IA generativa aplicadas ao Direito, o diferencial competitivo não está apenas na escolha do modelo, mas na arquitetura que sustenta sua operação.


Ao estruturar uma camada robusta de orquestração de agentes, implementar avaliação criteriosa de modelos e garantir escalabilidade com governança, a lawtech transformou sua IA de um experimento tecnológico promissor em um ativo estratégico central do produto.


Mais do que melhorar performance, a empresa elevou sua maturidade arquitetural, criando uma base sólida para inovação contínua e crescimento sustentável.

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Sobre a BlueMetrics
A BlueMetrics foi fundada em 2016 e já conta com mais de 200 entregas bem-sucedidas nas áreas de Data & Analytics, GenAI e Machine Learning para mais de 90 empresas nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, Colômbia e México. Conta com uma metodologia própria e uma equipe multidisciplinar focada na entrega de soluções para desafios reais do mundo dos negócios.

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